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06 de Março de 2014

Veja como ter uma casa fresca sem usar ar condicionado

Mesmo em países tropicais, onde os verões são escaldantes, é possível ter ambientes ventilados e frescos, sem a ajuda do ar condicionado. Para isso, o projeto de construção ou reforma da casa é fundamental. Ele deve prever sistemas de sombreamento eficiente e de ventilação natural abundante, a fim de prover o conforto térmico aos usuários. Afinal, o combate ao calor precede a invenção do "santo" e refrescante condicionador de ar.

Para amenizar o rigor do clima, os construtores de séculos passados alargavam paredes, elevavam os tetos, criavam jardins internos e varandas e, quando possível, erguiam as edificações do solo. "Todo esse conhecimento pode ser atualizado e nos ajudar a enfrentar a questão da temperatura", afirma o arquiteto Paulo Gomes.

O ar frio, mais pesado, tende a ir para baixo. Crie aberturas para a troca de ar: colocando janelas baixas para a entrada de ar frio e limpo e aberturas altas para a exaustão

Prover uma casa com boa ventilação é a chave para garantir conforto e salubridade aos moradores. O ideal é que o projeto considere a direção do vento em relação ao local de implantação, na hora de distribuir e dimensionar janelas e portas. Uma medida eficaz é posicionar as aberturas em paredes opostas, proporcionando a chamada ventilação cruzada.
 
"A ventilação cruzada eleva a qualidade de vida em qualquer imóvel. Além de ajudar a controlar a temperatura, o recurso favorece a renovação do ar e elimina odores e mofo", afirma a arquiteta Adriana Victorelli. E para favorecer ainda mais a circulação do ar , a elevação da altura do pé-direito é boa aliada. Quanto mais alto, menos o ar se torna viciado.

Outra estratégia importante para manter a temperatura interna da casa mais agradável em todas as estações do ano é localizar os ambientes e as aberturas de acordo com o sol. Para projetos no hemisfério sul, como ocorre na maior parte do Brasil, o adequado é voltar, quando possível, as portas e/ou janelas dos cômodos como quartos e salas para a face norte, onde haverá grande incidência solar no inverno e sombra no verão, explicam as arquitetas Adriana Helú, Carolina Oliveira e Marina Torre Lobo.

Para conter os raios solares que incidem diretamente sobre a fachada, esquentando os cômodos, vale lançar mão de elementos de sombreamento como beirais e brises. Esses últimos são úteis, também, para garantir maior privacidade aos usuários diante de grandes aberturas, deixando, porém, o ar passar livremente.
 
Na busca por uma casa mais fresca, vale inclusive recorrer à física, especialmente, ao princípio que determina a circulação do ar e indica que o ar quente, mais leve, tende a subir, enquanto que o ar frio, mais pesado, tende a descer. Baseando-se nisso, o projeto de arquitetura pode prever entradas de ventilação próximas ao piso, permitindo a incidência de ar fresco, e saídas para o ar quente na parte de cima, seja no teto ou na parede. 
 
Mais um recurso que pode ser considerado ao se projetar uma casa é afastar a construção do chão, apoiando-a em sapatas ou pilotis e criar condições para que haja uma circulação constante de ar sob a edificação. Isentando-a da absorção do calor do solo

Para conter os raios solares que incidem diretamente sobre a fachada, esquentando os cômodos, vale lançar mão de elementos de sombreamento como beirais e brises. Esses últimos são úteis, também, para garantir maior privacidade aos usuários diante de grandes aberturas, deixando, porém, o ar passar livremente.
 
Na busca por uma casa mais fresca, vale inclusive recorrer à física, especialmente, ao princípio que determina a circulação do ar e indica que o ar quente, mais leve, tende a subir, enquanto que o ar frio, mais pesado, tende a descer. Baseando-se nisso, o projeto de arquitetura pode prever entradas de ventilação próximas ao piso, permitindo a incidência de ar fresco, e saídas para o ar quente na parte de cima, seja no teto ou na parede. 
 
Mais um recurso que pode ser considerado ao se projetar uma casa é afastar a construção do chão, apoiando-a em sapatas ou pilotis e criar condições para que haja uma circulação constante de ar sob a edificação. Isentando-a da absorção do calor do solo.

De olho no telhado
 
Por ser a parte da casa mais exposta aos raios solares, a cobertura deve receber atenção especial. O telhado, se bem estudado, pode diminuir o aquecimento interno evitando o chamado efeito estufa. 
 
Via de regra, as telhas cerâmicas apresentam um desempenho melhor do que as de alumínio simples ou as de fibrocimento. Porém, se a opção for por uma telha metálica, é importante investir nas do tipo sanduíche, compostas de duas camadas de alumínio ou aço recheadas por manta isolante. Os telhados com cobertura vegetal também são alternativas interessantes para ajudar a controlar a temperatura da edificação.
 
"Se a intenção é ter um telhado tradicional, a dica é usar uma manta de subcobertura térmica que rebata o calor e crie um colchão de ar entre a cobertura e a edificação por onde o calor tende a se dissipar", diz Victorelli. A arquiteta lembra que outra solução simples, mas eficaz, é pintar as telhas de branco. Dessa forma, a superfície não absorve tanto calor e ainda reflete parte dos raios solares.

O paisagismo é outro recurso valioso para adicionar conforto ambiental aos espaços. "As árvores que se enchem de folhas no verão e ficam secas no inverno são ótimas para ficar junto às aberturas com incidência solar. O mesmo vale para as trepadeiras", recomenda Victorelli.
 
Os espelhos d'água, por sua vez, são componentes paisagísticos capazes de reduzir em até 3º C a temperatura no seu entorno. Isso porque a evaporação da água aumenta a umidade do ar em redor, proporcionando a sensação de frescor. 
 
Para maximizar esse benefício, "esses elementos podem ser implantados diante da fachada com maior ventilação para que o próprio vento ajude a borrifar água pelo ar e, consequentemente, reduzir a temperatura", conclui a arquiteta.

Fonte: Casa e decoração

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